Para tirar Lula, há eleitores que engolem até a corrupção de Flávio
Não é 'teflon', há eleitor que aceita corrupção de Flávio para tirar Lula
É equivocado classificar como "teflon" todo político em que as denúncias batem e escorregam, sem arranhar sua viabilidade eleitoral. O caso de Flávio Bolsonaro passa longe de ser um fenômeno das panelas antiaderentes, trata-se de um caso crônico de cinismo pragmático de parte do eleitorado.
Não é que as denúncias de corrupção não colem nele. Elas colam, pesam e empesteiam o ambiente. Ocorre que uma fatia expressiva dos eleitores enxerga a eleição não como uma escolha de projeto de país, mas como um plebiscito sobre Lula. E, para tirar Lula, uma turma aceita qualquer coisa. E tem consciência disso.
Para esse grupo, não faz a menor diferença se, do outro lado da urna, estará Flávio, um cone de trânsito alaranjado com listras fosforescentes ou o histórico Rinoceronte Cacareco — que recebeu 100 mil votos para vereador paulistano em 1959. Como o senador é o herdeiro do espólio........
