Cobrar Moraes e aliviar para Mendonça e Flávio é indignação seletiva
Poupar Mendonça e Flávio e só cobrar Moraes é fazer campanha eleitoral
Quando a fumaça da guerra ideológica se dissipa no Supremo Tribunal Federal, sobra uma paisagem menos épica do que aquela vendida pelas torcidas políticas. De um lado, André Mendonça, inflado na Paulista como um ungido do combate à corrupção pelo bolsonarismo. Do outro, Alexandre de Moraes, tratado como xerife da reação aos ataques contra a democracia. Entre eles, porém, circulam personagens, contratos e milhões que mostram que o dinheiro não costuma pedir certificado ideológico antes de entrar pela porta.
Cézar Feitoza, Fabio Serapião e Marcela Mattos revelaram no UOL, hoje, que o Instituto Iter, ligado a Mendonça, recebeu R$ 5,2 milhões do empresário da mineração Lucas Kallas. Segundo o próprio instituto, os repasses foram interrompidos e a devolução começou em janeiro de 2026, antes de Mendonça assumir a relatoria das investigações relacionadas ao Banco Master — mas muito depois que Daniel Vorcaro já havia sido exposto como bandidão.
Kallas era parceiro de negócios de Vorcaro. E é cliente do escritório da esposa de Alexandre de Moraes, que também havia assinado um contrato de R$ 130 milhões com a empresa do banqueiro. Um vazamento mostrou mensagens de Vorcaro para Moraes, pedindo de interferência na PF e PGR à ajuda para não ser preso. Mendonça pediu à PF para........
