'Represa de liminares' de Kassio afoga a confiança na eleição
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Com muito dedo no olho e gritaria, o segundo turno da eleição já seria um desafio para as instituições sem os indícios de que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral manipula a pauta da corte para beneficiar o grupo político do qual é tributário — no caso, o do senador Flávio Bolsonaro.
Há quem compare equivocamente seu modus operandi com o do ministro Alexandre de Moraes, quando este presidiu o TSE na última eleição, devido à série de decisões monocráticas. A comparação, contudo, não se sustenta porque Moraes levava todas para o aval ou a rejeição do plenário na sessão seguinte. Já Kassio Nunes Marques chegou a represar decisões, ignorando a existência do colegiado.
Além disso, as decisões de Moraes em poder de polícia eram todas relacionadas a ataques à integridade do sistema eleitoral, não eram sobre disputas entre Lula e Jair Bolsonaro. Naquele momento, a Presidência do TSE atuou com mão forte, mas para proteger a Justiça Eleitoral. E, agora, não.
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