Copa nos EUA é de culto às estrelas e pouca liberdade para torcida raiz
Copa nos EUA é de culto às estrelas e pouca liberdade para torcida raiz
Uma Copa do Mundo difícil para os fãs, como já se imaginava, e de pouca interação. O Mundial dos EUA, México e Canadá tem como marca principal o culto aos grandes craques e pouca margem para improviso por parte dos fãs.
Até agora, passei por cinco sedes do Mundial, o que é bastante, mas não é nem um terço - são inéditas 16 sedes, sem contar dezenas de bases de treinamento de seleções. Nunca houve um Mundial tão espalhado, o que dificulta o "cruzamento de caminhos" dos fãs com os times, com locais de treinos ou mesmo entre torcidas diferentes.
Os Estados Unidos não são um país construído e com cultura de as pessoas fazerem coisas a pé, muito pelo contrário. Em cidades como Dallas, Houston ou Miami, não há um centro óbvio onde organicamente as pessoas se juntem, sentem numa praça e assistam a jogos juntas. Não há bares com mesas nas calçadas. O que torcidas de países como Brasil ou Argentina têm feito é marcar pontos de encontro, hora marcada, para celebrar a própria seleção. As polícias locais se organizam e permitem algum nível de bagunça.
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