Quem foi vaiar teve de aplaudir o Flamengo
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Tinha pouca gente no Maracanã para os padrões rubro-negros, o que não pega bem para a Nação numa semifinal de campeonato, mesmo sendo o Carioquinha. Apenas 25 mil torcedores.
E aqueles que foram ao jogo dispostos a protestar, ficaram rapidamente gostosamente frustrados.
Porque Paquetá não deu tempo para queixas, ao cabecear para a rede aos 4 minutos, em cobrança de escanteio por Carrascal, da esquerda.
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O assoprador de apito quis atrapalhar e demorou três minutos para confirmar o que todos já sabiam: gol legal.
Aos 23, como um taco de bilhar, Paquetá ampliou para 2 a 0 ao receber passe de Cebolinha na entrada da área e, aos 29, Wallace pisou em De La Cruz para tornar ainda mais fácil a goleada que viria de qualquer jeito.
O Madureira estava mesmo disposto a entrar para a história e Jean Vianna fez questão de colaborar ao fazer, contra, belíssimo gol ao se aproveitar de cruzamento rasteiro de Paquetá na primeira trave: 3 a 0.
"Paquetá tá que tá", pensou o torcedor que foi ao Maraca para vaiá-lo.
Treino de luxo para o Flamengo que tinha apenas um jogador incomodado em campo, exatamente Pedro, ainda ausente na desenhada goleada.
Aos 46 o incômodo acabou.
Alex Sandro cruzou rasteiro e ele se antecipou com um toque sútil para fazer 4 a 0.
Filipe Luis mudaria três, quatro, cinco jogadores para o segundo tempo?
E aos 2 minutos Pedro completou passe da linha de fundo de Emerson Royal para fazer 5 a 0.
Nem deu tempo de perguntar: 4 vira, 8 acaba?
O Madureira deu a saída enquanto eu descrevia o quinto gol e o narrador gritou gol, o sexto, de Pedro, com passe de Evertton Araújo, vi no repeteco.
Dizem, e é verdade, que o respeito entre profissionais se dá quando quem está goleando segue em busca de mais gols.
O Flamengo dava sinais de ser extremamente respeitoso.
O Tricolor das Laranjeiras a tudo via certo de que nada tem a ver com o Tricolor Suburbano.
Domingo que vem, em jogo único, a decisão será outra história.
Luiz Araújo e Luiz Felipe, estreante da base, entraram aos 11, nos lugares de De La Cruz e Carrascal.
"Mengo, Mengo, Mengo", festejava o Maracanã.
Aos 21, comemorou o 7 a 0, no quarto gol de Pedro, depois de tentar dá-lo a Luiz Araújo e concluir o rebote.
"Contra o Madureira, com dez, até o time da minha rua", você pode estar pensando.
OK, faz sentido, mas quantos times deixam de estampar no placar a superioridade que têm no campo?
Samuel Lino entrou e Cebolinha saiu.
Depois entraram Wallace Yan e Daniel Silva, nos lugares de Evertton e Léo Ortiz.
Para coroar, logo depois de ter mandado uma bola na trave, Samuel Lino fez, aos 43, o 8 a 0.
O Fla-Flu decidirá pela sexta vez o estadual desde 2020 — o que mostra que, ao menos, o futebol carioca está sim, espanholizado.
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