O que compramos também é político? O que move o consumidor em ano eleitoral
O que compramos também é político? O que move o consumidor em ano eleitoral
Nas redes sociais, cada compra pode virar uma declaração política. No caixa, a escolha costuma ser bem menos ideológica.
A poucas semanas das eleições no Brasil, uma pergunta ganha espaço nas rodas de marketing: até que ponto o que compramos revela como votamos?
No barulho digital, basta uma marca ou um de seus executivos entrar no debate político para que apoio, rejeição e boicote passem a fazer parte da conversa. Mas esse comportamento realmente afeta o mercado ou ganha uma dimensão desproporcional dentro das nossas próprias bolhas?
João Paulo CharleauxApostaria minhas fichas na queda de Moraes
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Wálter MaierovitchMendonça dá xeque-mate em Moraes
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Josias de SouzaPor muito menos, Xandão mandaria prender Moraes
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Felipe SaltoDéficit e meta irrealista ameaçam crescimento
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Analisei pesquisas e fatos recentes em torno do tema para entender o que pesa nas escolhas do consumidor quando política e consumo se encontram.
Entre o que dizemos e o que compramos
Existe uma distância entre o que defendemos e o que escolhemos quando preço, conveniência e qualidade entram na equação. E é justamente nos dados que essa lacuna aparece. O relatório Marcas e Política, publicado pela Edelman em 2024, mostrou que 57% dos brasileiros dizem escolher ou evitar uma marca com base em seu posicionamento político. E 91% afirmam precisar compartilhar valores com uma marca para consumi-la.
No entanto, a própria pesquisa oferece um contraponto. Custo-benefício e qualidade são importantes ou decisivos para 93% dos brasileiros; atendimento, reputação e confiança aparecem praticamente no........
