Temer expõe a complacência com Xandão que turbinou o arbítrio do STF
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"Eu vejo que ele está muito disposto a colaborar com a pacificação do país."
A afirmação do ex-presidente Michel Temer sobre o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), feita em Belo Horizonte na segunda-feira (30 de março), diz muito sobre o Brasil atual e a encruzilhada política e institucional em que se encontra.
No momento em que Xandão volta a atuar como acusador, vítima e juiz ao mesmo tempo, em meio ao escândalo do Banco Master — intimidando a Receita Federal e esvaziando o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), para evitar investigações de autoridades, inclusive dele mesmo — é difícil entender a que "pacificação" o ex-presidente se refere.
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Também é difícil compreender que pacificação é essa quando Xandão continua a usar o famigerado "Inquérito do Fim do Mundo", instaurado em março de 2019 e do qual é relator, para abrigar qualquer ação que lhe convém. Ou quando ele estabelece um prazo de 90 dias, inexistente na lei, para limitar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ou, ainda, quando tenta cercear investigações jornalísticas, colocando em xeque a garantia do "sigilo da fonte" e a liberdade de expressão.
Duas semanas antes, Temer já havia dito........
