Por que a Geração Z não quer saber de Lula e da esquerda?
Por que a Geração Z não quer saber de Lula e da esquerda?
Em meio à divulgação das pesquisas mais recentes, que apontaram um empate técnico no segundo turno das eleições de 2026 entre o presidente Lula, provável candidato à reeleição, e Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL, um indicador merece ser avaliado com mais atenção, pelo que revela sobre as novas tendências do eleitorado.
Perdido nas análises sobre o acirramento da disputa, o dado aparece no levantamento AtlasIntel/Bloomberg e mostra a enorme rejeição a Lula entre os integrantes da chamada Geração Z, composta pelos nascidos de 1995 a 2010.
Segundo a pesquisa, divulgada na semana passada, a desaprovação de Lula entre os jovens de 16 a 24 anos —que representam 13% dos eleitores ou 20,5 milhões de pessoas— alcança nada menos que 72%. É o maior índice negativo nesta faixa desde o início do terceiro mandato e supera de longe a média geral, considerando todas as idades, de 53,5%.
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Para desconsolo do presidente e do PT, a reprovação atinge a maioria desses jovens em todas as faixas de renda. Ela oscila entre 55%, na faixa até dois salários mínimos, e 80%, na faixa acima de dez salários. A alta desaprovação dos jovens a Lula também independe de gênero. Embora seja mais alta entre os homens, atingindo 78,2%, também é bem superior à media geral entre as mulheres, com 61,4%. Além disso, 48,3% disseram temer mais a reeleição de Lula e apenas 25,6%, a vitória de Flávio Bolsonaro.
O levantamento não é apenas um recorte fora da curva. A pesquisa AtlasIntel reforça resultados semelhantes apontados por sondagens de outros institutos também divulgadas em março. De acordo com uma pesquisa do Ipsos, os jovens da Geração Z no Brasil estão se mostrando bem mais conservadores que seus pais —uma tendência reforçada por um levantamento Quaest, que apontou um recall muito maior para políticos de direita, como Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira (PL-MG), do que para qualquer nome da esquerda, entre jovens que se dizem independentes.
Esses resultados representam uma mudança significativa em relação à eleição de 2022, quando o voto dos mais jovens foi decisivo para a vitória de Lula. Não tanto pela adesão à sua agenda e às bandeiras da esquerda, mas principalmente pela rejeição ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A maior evidência disso é que, nas eleições estaduais e para o Congresso, a direita e a centro-direita avançaram.
A ironia é que, apesar de dominar a cultura, a........
