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Nanicos no Congresso, Rede e PSOL viram 'tigrões' no STF

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20.03.2026

Nanicos no Congresso, Rede e PSOL viram 'tigrões' no STF

Na preferência popular, eles ficam no fim da lista. Somadas, suas bancadas não chegam a 3% da Câmara dos Deputados e correspondem a apenas 1,2% do Senado. Mas, apesar de serem uma minoria insignificante no Congresso, a Rede Sustentabilidade e o PSOL — que surgiram como dissidências do PT e hoje atuam como infantaria do partido — ditam os rumos do país como se representassem a maioria absoluta dos eleitores.

Sem força para impor suas agendas "progressistas" no Legislativo, dominado pelas forças de centro-direita e de direita, conforme a escolha dos eleitores nas urnas, os dois partidos estão entre os campeões de ações impetradas no STF (Supremo Tribunal Federal), para tentar reverter no "tapetão" decisões do Executivo e do Congresso que contrariam seus interesses.

Atuam também para estimular a corte a "legislar por omissão" — uma jabuticaba jurídica que se disseminou como uma praga no país —, como se a decisão de votar ou não votar uma matéria qualquer não fosse uma prerrogativa e uma posição política legítima dos congressistas.

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Segundo dados do próprio STF, que incluem ADIs (Ações Diretas de Inconstitucionalidade) e ADPFs (Arguições de Descumprimento de Preceito Fundamental), a Rede foi o partido que mais protocolou questionamentos na Corte nos últimos anos. Entre 2019 e março de 2026, a legenda — que hoje tem apenas um deputado e um senador — impetrou nada menos que 116 ações, o equivalente a 15% do total de 758 questionamentos movidos por partidos políticos no período.

Os números se baseiam num relatório divulgado pelo Supremo em meados de 2025, que apontava um total de 723 ações partidárias de 2019 a junho de 2025, no qual a Rede já aparecia........

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