Antonio Fagundes e a lição sobre respeitar o tempo alheio
Antonio Fagundes e a lição sobre respeitar o tempo alheio
Há algumas semanas, numa sexta-feira de chuva em São Paulo, fui ao teatro.Peça em cartaz no bairro de Perdizes. Horário: 21h.Quem conhece a cidade sabe o que isso significa numa noite chuvosa: trânsito, imprevistos, estresse...Cheguei 20 minutos antes do início. Não correndo, como costumo fazer. Planejado. Pois sabia que qualquer atraso não me faria assistir à peça "Dois de Nós".Antonio Fagundes tem uma regra conhecida e polêmica nos seus espetáculos: depois que a cortina abre ninguém entra.Não importa quem seja nem o motivo: nas peças dele é lei respeitar o tempo de outras pessoas.
O ator já foi processado diversas vezes por isso. A mais recente, por uma juíza que foi barrada ao chegar depois do início do espetáculo. "Eu tenho 650 pessoas sentadas na plateia. Não posso desrespeitar essas pessoas deixando que duas ou três cheguem atrasadas, com celular, falando alto, apontando luzes", explicou à BBC.
Um mês atrás, Fagundes ganhou a penúltima ação, também movida por profissionais do Direito atrasadinhos.No caso, um casal de advogados pedia R$20 mil por danos morais. O argumento dos autores? Sofreram constrangimento ao serem barrados.O constrangimento, segundo o ator, foi o deles chegarem atrasados.Fiquei pensando que Fagundes tem muito a nos ensinar sobre a importância de respeitar o tempo alheio.Porque vivemos numa sociedade que declarou guerra ao tempo.Ou melhor: que........
