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O que se sabe sobre o novo Congresso e agenda econômica de Flávio até agora

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08.10.2026

O que se sabe sobre o novo Congresso e agenda econômica de Flávio até agora

Caso prevaleça sobre Lula (PT) no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL) chegaria ao Palácio do Planalto com maioria no Congresso suficiente para colocar aliados nos comandos do Senado e da Câmara e aprovar a maior parte das matérias legislativas de interesse do governo, mas dependeria de acordos com siglas do centrão para alterar a Constituição.

O núcleo da governabilidade de um eventual governo de Flávio Bolsonaro é o PL, que fez a maior bancada da Câmara, com 121 cadeiras, e saltou de 15 para 28 no Senado, e aliados considerados mais próximos, como o Republicanos do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

União Brasil, Progressistas e Republicanos anunciaram apoio a ele no segundo turno. Este último aderiu oficialmente ontem à noite, em um movimento de Tarcísio, que se tornou dos principais operadores da campanha de Flávio. Essas legendas integraram a base do governo Jair Bolsonaro (2019-2022). Para emendar a Constituição, é necessária uma maioria de três quintos nas duas Casas (308 deputados e 49 senadores).

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Esse tipo de mudança, em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, dependeria de coalizão com legendas do centrão na Câmara e no Senado. Junto com o PL, Novo, União Brasil, Progressistas e Republicanos somariam 259 votos na Câmara e 48 no Senado.

Uma ressalva importante: nenhum cálculo de governabilidade pode considerar que a base governista coincida 100% com o número de deputados eleitos por legendas aliadas, já que, sobretudo no centrão, o voto de cada parlamentar depende menos da sigla e mais da bandeira e da região pela qual foi eleito.

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