Greenspan previu que chance de o Brasil quebrar era de 50/50 nos anos 1990
Greenspan previu que chance de o Brasil quebrar era de 50/50 nos anos 1990
Bem antes da crise de janeiro de 1999, que provocou a desvalorização do real e a adoção do regime de câmbio flutuante no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), o Federal Reserve, a autoridade monetária dos EUA, já previa o derretimento da moeda brasileira e o risco de contágio de outras economias do planeta.
No segundo semestre de 1998, Alan Greenspan, presidente do Fed, já temia que o Brasil fosse o próximo emergente a ir à bancarrota, a exemplo do que ocorreu com a Rússia naquele ano e com os chamados Tigres Asiáticos em 1997.
É o que mostram transcrições das reuniões do FOMC (comitê de política monetária do Fed) consultadas pelo UOL. Greenspan, que morreu hoje, presidiu o Fed ao longo dos mandatos de quatro presidentes americanos: Ronald Reagan, George Bush, Bill Clinton e George W. Bush.
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Em novembro de 1998, o Brasil estava no meio de uma grave crise cambial. O país mantinha o real preso a uma faixa de valorização frente ao dólar (a chamada âncora cambial do Plano Real), mas vinha perdendo reservas rapidamente porque investidores estavam tirando dinheiro do país, com medo de contágio das crises da Ásia e da Rússia. Para segurar esse dinheiro, o Brasil tinha elevado os juros a níveis altíssimos, de 30% a 40% ao ano. Em paralelo, foi montado um pacote de socorro internacional liderado pelo FMI.
Na reunião do Fomc de 17 de novembro de 1998, Greenspan, então presidente do banco central americano (o Fed), basicamente disse aos outros integrantes do colegiado que a conta não fechava.
O raciocínio dele, em linguagem simples, era o seguinte. Primeiro, ele não confiava muito que os bancos americanos fossem segurar o Brasil. Eles tinham dito que ajudariam, mas Greenspan percebeu que era um jogo de "só entro se todo mundo entrar". Ou seja,........
