O cão Orelha e a maioridade penal
Mestre em filosofia política pela Unifesp e coordenadora da coleção de livros Feminismos Plurais
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Em continuidade à coluna publicada na última semana, o indiciamento do jovem acusado de agredir e matar o cão Orelha, bem como as notícias que se seguiram, em que vieram à tona informações relevantes, inspiram reflexões e iluminam aspectos importantes do caso.
Entre as diferenças, algumas são aparentemente sutis, como a constatação de que não houve eutanásia no cão, ferido de forma fatal, e outras de grande impacto, como a exclusão de jovens, cujas identidades foram expostas na internet, da lista de indiciados.
Aspectos relativos à agressão também foram revistos na cobertura da imprensa, como a violência a Orelha que teria sido causada por um ato individual, em vez de grupal, além de supostos elementos de torpeza na tortura —como a alegação de que um objeto teria sido pregado ao crânio do animal—, que, após apuração, não se confirmaram.
Além das famílias que falaram com a imprensa sobre a inocência de seus filhos, outras também vieram a público, mas para negar qualquer vínculo parental ou afetivo com os jovens sob investigação. Fizeram após terem sido hostilizadas, sofrerem boicotes a seus negócios e passarem a receber mensagens de ódio.
Com o indiciamento sacramentado (em........
