IA cria abismo para pobres e condena países (e Brasil) ao atraso permanente
A inteligência artificial vai reduzir ou ampliar a desigualdade entre os países? Governos do mundo todo deveriam estar obcecados por essa pergunta, mas muitos ainda não perceberam que a resposta importa muito mais do que parece. A história da tecnologia mostra que uma inovação pode tanto aproximar quanto afastar as nações em indicadores econômicos e sociais.
No século 18, a diferença global era mais modesta. Quase nenhum país tinha uma expectativa de vida acima dos 40 anos, apenas 12% da população podia ler e não havia disparidade de renda entre as regiões mais ricas e pobres, como observou o historiador econômico Paul Bairoch.
A Revolução Industrial chegou e criou uma bifurcação na história, acelerando o que conhecemos como a Grande Divergência. A máquina à vapor e a industrialização das fábricas fizeram a Europa Ocidental e os Estados Unidos dispararem em produtividade, renda e qualidade de vida, enquanto o resto do mundo foi deixado para trás.
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No início do século 20, a desigualdade entre os países se tornou uma fratura exposta. Deixo aqui um indicador para termos ideia dessa assimetria. Se antes a expectativa de vida era parecida em quase todo o mundo, nesse período um cidadão norueguês já vivia em média 72 anos, enquanto um afegão não passava de 28 anos.
Hoje, o cenário parece menos grave do que naquele momento histórico. E parte dessa mudança se deve ao próprio avanço........
