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Master: fundo de pensão desrespeitou normas ao investir no banco, diz TCE-PR

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04.02.2026

Escrita por Carol Tilkian, psicanalista, pesquisadora de relacionamentos e palestrante. Fundadora do podcast e do canal Amores Possíveis e professora da Casa do Saber

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"Não quero ser o cara babaca, gosto muito de você, valorizo isso que a gente tem e quero muito que a gente fique bem, independente de qualquer coisa. Não quero te machucar, entende? É por isso que to falando isso agora…"

Essa é a versão 2026 do "não é você sou eu". Uma espécie de atualização de software do pé na bunda, agora embalada em vocabulário terapêutico, cuidado emocional e promessas de consideração. Costuma ser pronunciada por homens que já foram acusados de falta de responsabilidade afetiva, narcisismo, egocentrismo, omissão emocional e "otras cositas más" em relações recentes e, como bons "machos em recuperação simbólica", juram de pés juntos que jamais repetiriam os erros do passado.

Ironicamente, ao anteciparem fins de relações que mal começaram, partindo do pressuposto que a mulher interessada em conhecê-los um pouco mais está automaticamente 200% entregue e demandante de certezas absolutas, eles se mantêm presos a tal lógica paternalista e machista que juram estar desconstruindo. A estética mudou: hoje usam purpurina no Carnaval, já beijaram um amigo, trocaram os carrões importados por bikes elétricas e ostentam sacolas retornáveis. Mas, diante do afeto real, do encontro concreto com um outro que deseja, recuam.

Do ponto de vista........

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