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Por que a Amazônia ainda não virou fonte de medicamentos

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17.03.2026

Por que a Amazônia ainda não virou fonte de medicamentos

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O Banco Mundial calcula que a floresta amazônica em pé teria um valor de US$ 317 bilhões por ano. Mas, em 2024, o Pará, que exportou US$ 23 bilhões, eliminou 6,7 milhões de árvores da floresta e obteve um faturamento diminuto de apenas US$ 500 milhões com as madeiras da Amazônia.

Cientistas brasileiros descreveram, para a Amazônia, plantas que produzem fibras, madeiras, celulose, corantes, óleos essenciais, óleos vegetais fixos, alimentos e substâncias medicinais, capazes de gerar alimentos, cosméticos e produtos farmacêuticos.

O mercado farmacêutico brasileiro conta com 411 empresas, sendo 295 (72%) de capital nacional e 116 (28%) internacionais, movimentando cerca de US$ 36 bilhões por ano. As 10 maiores empresas, com base no faturamento, são de capital nacional e ocupam 48% do mercado: EMS, Eurofarma, Hypera Pharma, Aché, Cimed, Libbs, Prati-Donaduzzi, Cristália, Biolab e União Química.

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Apesar disso, com raras exceções, como o Acheflan, quase não há, em seus portfólios, fitomedicamentos de origem na biodiversidade brasileira. Isso não surpreende, já que são poucas as plantas medicinais brasileiras acreditadas pela Anvisa, e menos ainda as originárias da Amazônia, um evidente desperdício.

O professor Walter B. Mors, cujo nome hoje batiza o Instituto de Química de Produtos Naturais da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro, descreveu cerca de 1.450 plantas medicinais no Brasil. No entanto, apenas a unha-de-gato (Uncaria tomentosa), da Amazônia, integra a Farmacopeia Brasileira, e poucas espécies fazem parte da Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS........

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