Modelo de hidronegócio brasileiro acerta na energia, mas falha no ambiente
Modelo de hidronegócio brasileiro acerta na energia, mas falha no ambiente
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O Brasil abriga uma das maiores redes hidrográficas do planeta, com 12 regiões hidrográficas reconhecidas pela ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), compostas por milhares de rios interconectados que sustentam processos ecológicos e sociedades humanas há milênios. Com cerca de 12% da água doce superficial do mundo, o país ocupa posição estratégica na geopolítica da água. Contudo, essa aparente abundância oculta desigualdades regionais e pressões crescentes sobre qualidade e disponibilidade hídrica. Embora 2,5% da água do planeta seja doce, apenas uma fração limitada está acessível em rios, lagos e aquíferos, tornando-a finita e cada vez mais disputada entre agricultura, energia, indústria, abastecimento urbano e conservação.
Historicamente, rios foram espaços de vida, circulação e cultura, associados a significados simbólicos, espirituais e sociais. No Brasil, estruturaram ocupações, rotas comerciais e formas de sociabilidade. Ao longo do século 20, porém, foram progressivamente ressignificados como recursos econômicos no contexto do desenvolvimentismo, convertendo-se em quilowatts, commodities e infraestrutura logística. Surge, assim, o conceito de hidronegócio — negócios que envolvem geração hidrelétrica, irrigação comercial, privatização de mananciais, engarrafamento e grandes obras —, transformando a água em ativo econômico estratégico.
Os planos energéticos brasileiros projetaram dezenas de barragens na Amazônia e em outras bacias. Atualmente, existem cerca de 307 usinas hidrelétricas (UHEs) na Amazônia, algumas ainda em construção, alterando profundamente o funcionamento dos ecossistemas aquáticos e ameaçando sua biodiversidade.
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