Amazônia tem ciência e biodiversidade, mas falta inovação
Amazônia tem ciência e biodiversidade, mas falta inovação
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A exuberância da biodiversidade amazônica é reconhecida mundialmente. Cientistas destacam 50 mil espécies de plantas superiores, sendo 16 mil árvores na região. O Banco Mundial calcula que a floresta amazônica em pé teria um valor de US$ 317 bilhões por ano, o que equivaleria a todos os produtos exportados pelo Pará durante 13,7 anos.
A riqueza da biodiversidade amazônica, vista pela ótica exportadora da região, é pequena, diminuta mesmo, senão vejamos. O Pará, que exportou US$ 23 bilhões em 2024, usou a floresta para produzir 6,7 milhões de m³ de madeira, obtendo um faturamento de cerca de US$ 500 milhões, enquanto o cultivo do açaí chegou a US$ 1 bilhão no mesmo ano.
Um cálculo aproximado mostra que milhões de árvores da floresta foram cortadas para produzir uma matéria-prima de valor muito baixo. De fato, a economia da Amazônia é fortemente baseada em commodities: minérios (80,4%), soja, milho e pecuária, embora tenha todas as condições de ser um player importante na produção de medicamentos, cosméticos e alimentos de base florestal.
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