Trapo de língua
Escritor e roteirista, autor de "Por quem as panelas batem"
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Outro dia ouvi no rádio que os candidatos bolsonaristas à Presidência tinham como prioridade a "pauta de segurança". Mesmo com sete palmos de terra a pressionar-lhe a mandíbula, Orwell sorriu. Chamar de "pauta de segurança" uma política que promove chacinas, execuções e tortura, que se mistura a milicianos e matadores de aluguel é um desses engodos do século 21. O bolsonarismo não deixa o mundo mais inseguro somente ao promover a violência armada, mas ao não vacinar, ao querer acabar com radares nas estradas, ao atacar as iniciativas para a mitigação dos efeitos do aquecimento global –a lista é longa.
Sabe o que devia ser tratado como "pauta de segurança"? Aquilo que a extrema direita chama (e a gente repete) de "pauta de costumes". Afinal, combater o machismo é lutar contra o feminicídio. Combater a homofobia ou o racismo é proteger estes grupos de todo tipo de violência, desde a verbal até a fatal. Aulas de educação sexual evitam que adolescentes engravidem e........
