Fifa riu na cara do Irã ao dizer que a garantia na Copa do Mundo era Trump
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Como era lógico esperar, o Irã avisou que não vai participar da Copa do Mundo masculina. "Em vista das medidas maliciosas tomadas contra o Irã, duas guerras foram forçadas a nós dentro de oito ou nove meses, e milhares do nosso povo foram mortos. Portanto, definitivamente não temos possibilidade de participar dessa maneira", afirmou o ministro do esporte Ahmad Donyamali.
Não importa nossa opinião sobre a teocracia daquele país. O país foi atacado e está em guerra. Imaginar que eles apareceriam na casa do invasor para tomar um cafezinho era, no mínimo, ingênuo.
Mais ingênuo ainda seria acreditar na Fifa como garantidora isenta da paz. Diante das dúvidas em torno da participação iraniana, Gianni Infantino deu uma declaração que seria cômica não fosse trágica. "Falamos sobre a atual situação no Irã (...) e o presidente Trump reiterou que a seleção é, obviamente, bem-vinda nos Estados Unidos para competir no torneio. Todos precisamos de um evento como a Copa do Mundo da Fifa para unir as pessoas, agora mais do que nunca. Agradeço ao presidente dos Estados Unidos por seu apoio, mostrando novamente que o futebol une o mundo."
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Olha, seu marido te bateu, mas eu falei com ele e ele disse que você pode voltar para casa tranquila, que ele vai cuidar de você. Inclusive agradeci muito a ele por unir as famílias, neste momento tão difícil. Dei até um prêmio da paz para ele por ser esse cara agregador, sabe?
É isso que Infantino está fazendo. Deixando a segurança do agredido a cargo do agressor, a quem recentemente brindou com um desvariado prêmio da paz.
Somente a organização mais arrogante do mundo seria capaz de colocar um evento esportivo acima de uma guerra. Desta vez, a Fifa foi além. Não bastou tentar botar panos quentes. Dobraram a aposta e foram a público lamber as botas de um estuprador condenado, suspeito de pedofilia, que começa guerras sem buscar sequer o aval do seu próprio congresso.
Perderam definitivamente a vergonha.
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