Rodrigo Pacheco cada vez mais longe da disputa mineira
Rodrigo Pacheco cada vez mais longe da disputa mineira
Há cerca de duas semanas, publiquei no UOL uma análise prevendo que Rodrigo Pacheco (PSD) não seria candidato ao governo de Minas. Naqueles dias, parte da imprensa tratava a candidatura do ex-presidente do Senado como certa e apoiada por Lula, embalada basicamente por informações de bastidores.
Os fatos, teimosos, continuam convergindo na direção de que Pacheco não será mesmo candidato à sucessão de Romeu Zema (Novo).
A negativa começa com o próprio Pacheco. O senador, de saída do PSD, tem desmentido os rumores de que se lançaria ao cargo pelo MDB, já que não faria sentido apresentar seu nome a uma legenda que já tem postulante ao cargo: Gabriel Azevedo. Seu destino pode ser o União Brasil.
Wálter MaierovitchGilmar confere superblindagem aos Toffoli
Gilmar confere superblindagem aos Toffoli
Josias de SouzaSTF tornou Toffoli invulnerável
STF tornou Toffoli invulnerável
Julián FuksBreve história de uma paixão infantil
Breve história de uma paixão infantil
Mauro CezarFilipe Luís vira alvo número 1 da torcida do Flamengo
Filipe Luís vira alvo número 1 da torcida do Flamengo
Há gente ligada a Pacheco que gostaria de ver o senador se lançar candidato ao governo mineiro, o que, em parte, explica as notinhas. Mas o ponto principal é que o próprio senador não se comporta como pré-candidato.
Ele diz a interlocutores, sempre que perguntado, que não será candidato e tem evitado compromissos públicos e agendas eleitorais. Sugere também que planeja voltar à advocacia, outro sinal de que seu coração está no STF (Supremo Tribunal Federal), STJ (Superior Tribunal de Justiça) ou algum tribunal de contas.
Existe também um movimento que é clássico da pré-campanha mineira: adversários potenciais empurram Pacheco para a pista por considerar seu nome frágil na disputa, com baixo potencial eleitoral de crescimento e rejeição alta. Ele não é visto pelo eleitor como bolsonarista ou lulista, o que é um sério problema em tempos de polarização.
Romeu Zema está em seu segundo mandato como governador e não pode mais disputar o cargo. O vice Mateus Simões (PSD) foi ungido por ele como sucessor, mas é um nome que não entusiasma o eleitor até o momento. O constrangimento foi ainda maior com as anotações divulgadas de Flávio Bolsonaro (PL), com a frase "me puxa para baixo" associada a Simões.
Quando não há um claro favoritismo, como em São Paulo, o mercado se abre. Surgem nomes empurrados por aliados, partidos e atores que querem forçar arranjos. E Minas não é qualquer estado. É o segundo maior colégio eleitoral do país e uma das joias da coroa da política brasileira por tamanho, PIB e peso até na eleição presidencial.
O noticiário dos últimos dias também colocou Minas em evidência pela tragédia das chuvas na Zona da Mata, o que causou um abalo de proporções sísmicas na política do estado.
Ainda há bastante tempo para a eleição, mas como diria Otto Lara Resende, Pacheco está onde sempre esteve. E cada vez mais longe da sucessão de Romeu Zema.
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Corinthians busca 'mentalidade europeia' por sonho de Libertadores
'Um inferno': barulho de helicópteros mobiliza moradores na Faria Lima
Após início fulminante, Lyon agora acende 'sinal amarelo' para Endrick
Santuário no MT acolhe elefantes após anos de picadeiro e cativeiro
Mercedes-Benz e Airbus lançam novo helicóptero de luxo com design 'sensual'
