A conta que falta
Chegam as baterias baratas e, desta vez, com uma promessa sedutora, quase provocatória, de carregamento rápido – tão rápido quanto o tempo que ainda levamos a atestar um carro a gasolina. Mas as promessas tecnológicas não eliminam a realidade, apenas a deslocam no tempo. E é aí que começam as filas, os gargalos e a ‘conta’ que ninguém quer ver.
A Agência Internacional de Energia prevê que, até 2035, os pontos de carregamento público na UE sejam multiplicados por três. Só que a procura raramente se comporta como um gráfico confortável. O número de veículos crescerá mais depressa: prevê-se que se multiplique por sete. Em vez dos atuais 15 veículos por ponto de carregamento público, caminharemos para 25. Mais infraestrutura, mas também muito mais pressão sobre cada tomada.
Há um outro pormenor que desmonta qualquer otimismo fácil. O carregamento privado – em residências e empresas – é a espinha dorsal do abastecimento e continuará a representar cerca de 70%. Ora, para resolver o gargalo, o número de pontos privados........
