Mãe
Antigamente, a minha mãe não precisava de “Dia da Mãe”. Era Dia da Mãe ao longo de todo o ano.
Pensávamos que as mães tinham superpoderes. Conseguíamos estar a fazer disparates na rua, a três quarteirões de casa, e mesmo assim ouvíamos um «olha que eu sei!» quando voltávamos. Não havia GPS, nem telemóveis, nem internet… mas havia uma espécie de radar maternal que a ciência ainda hoje se recusa a explicar.
E o respeito? Bastava um olhar! Um simples arquear de sobrancelha e pronto: fim da rebelião. Atualmente, vejo mães a negociar com os filhos como se estivessem numa cimeira internacional:
«Querido, achas que podíamos considerar a hipótese de arrumar os brinquedos?»
Lá em casa era: «Arrumem os brinquedos, imediatamente!»
E nós arrumávamos. Ou, pelo menos, fingíamos arrumar muito bem.
Agora, atenção: não estou aqui a dizer que as mães de hoje são piores. Nada disso! São diferentes. Continuam com uma capacidade........
