Carta aberta ao Senhor Ministro Adjunto e da Reforma do Estado
Fará daqui a duas semanas um ano, escrevi nesta coluna um texto sob o título “Reformar é imperativo”, em que reconhecia as dificuldades que o Ministro Gonçalo Matias teria que ultrapassar para garantir que a pesada máquina do Estado pudesse mexer-se a ritmo mais acelerado, sendo mais eficiente a gerir os parcos recursos de que dispõe (depende, depende...) no sentido de “fazer mais por menos”, melhorando, assim se esperaria, a qualidade do serviço prestado aos cidadãos contribuintes.
Na ocasião utilizei a palavra “hercúlea” para classificar a missão que lhe foi confiada e cada vez mais me convenço de que o adjectivo se aplica na íntegra ao que continuamos a presenciar no nosso quotidiano, seja nos organismos do Estado, seja em empresas privadas que igualmente prestam um serviço público (por exemplo, operadores de comunicações, fornecedores de energia). Posso eu próprio testemunhá-lo, quando recentemente necessitei de alterar a titularidade de um contrato com a EDP. Contudo, quero aqui voltar a um tema que tratei em Março do ano transacto, ainda relacionado com o “apoio extraordinário à renda”.
Nesse texto, a que dei o título “De Herodes para Pilatos”, dizia que........
