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12-25-60: o código (falso) da nossa preguiça

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17.02.2026

 Há poucos dias, vi uma entrevista do autor russo-britânico Konstantin Kisin sobre a despesa com o modelo social europeu. Nela, recordava que a Europa representa 12% da população mundial (número falacioso, somos ainda menos), 25% do PIB mundial (estamos ligeiramente abaixo) e 60% da despesa global em proteção social (não existe dado de instituições internacionais que se aproxime deste valor). O número mais credível de que dispomos tem quase 15 anos e é do working paper 1/2013 da Comissão Europeia que diz “a UE representou cerca de 40% dos gastos públicos mundiais com proteção social”.

Pouco importa, a mensagem está passada: a Europa tem pouca gente e produz relativamente pouca riqueza para tanta despesa. Ainda por cima, uma má despesa. Nessa entrevista de janeiro de 2026, Kisin diz que o leitor “se acomodou e se tornou muito preguiçoso”, justificando isso com o sonho de todos os antieuropeístas – o senhor leitor, europeu, transformou o seu conforto na nossa irrelevância. Como se atreve!?

O argumento 12-25-60 é provocativo e, cumprindo o seu papel estupidificante de câmara de eco, as........

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