Leão, Trump e o ‘delírio de omnipotência’
O embate entre o Donald Trump e Leão XIV era expectável. Só não aconteceu mais cedo porque o Papa cumpriu, em 2025, a agenda do antecessor, empenhou-se sobretudo no Jubileu, na vida da Igreja, na reorganização dos órgãos da Santa Sé. A diferença entre estes dois norte-americanos, com visões inconciliáveis no respeito pela dignidade humana, era já evidente ao tempo do cardeal Prevost, homem de confiança de Francisco.
Mais tarde ou mais cedo, o presidente norte-americano iria reagir ao crescente protagonismo do Papa, que foi naturalmente assumindo uma voz global contra a polarização político-social, a violência, o ódio e a guerra.
Já em 2026, fizeram eco nos Estados Unidos as palavras de Leão sobre a intervenção na Venezuela ou a insustentável situação de Gaza, dos palestinianos e do Líbano. A ida a Beirute na primeira visita ao estrangeiro não foi um acaso de agenda. A guerra com o Irão e o anúncio de um countdown para........
