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Nova resposta a Anselmo Crespo: Quando os factos não cabem na narrativa

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26.06.2026

Li recentemente mais uma reflexão de Anselmo Crespo sobre sindicatos, médicos e reforma laboral. Confesso que a achei útil. Não porque tenha acrescentado novidades ao debate, mas porque ilustra uma tendência recorrente da discussão pública em Portugal: discutir os representantes dos profissionais e ignorar os resultados das políticas públicas.  

Por isso, talvez valha a pena começar por responder à única pergunta que merece uma resposta objetiva. Quantos médicos representam os sindicatos da FNAM? Mais de 8 mil.  

Num país onde a taxa média de sindicalização ronda os 8%, mais de um quarto dos médicos do SNS escolheu ser representado pelos sindicatos da FNAM. Em várias instituições essa representatividade é ainda maior. No IPO do Porto aproxima-se dos 50%. Na Unidade Local de Saúde do Alto Minho, de Braga e noutras instituições do país, representamos cerca de um terço dos médicos em exercício.  

Estes números não provam que a FNAM tenha sempre razão. Provam apenas que milhares de médicos consideram que vale a pena serem representados. Num setor altamente qualificado, isso não acontece por acaso. Acontece porque os problemas são reais.  

Mas o debate verdadeiramente importante não é sobre sindicatos. É sobre resultados.  

Quando mais de 80 bebés nascem em ambulâncias,........

© SOL