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Por que falha a nação Portugal?

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07.08.2026

Quando Daron Acemoglu e James A. Robinson publicaram Why Nations Fail (Por que Falham as Nações), ofereceram ao mundo uma explicação que contrariava muitas das teses tradicionais sobre o desenvolvimento económico. Não era a geografia, nem os recursos naturais, nem a cultura que determinavam o sucesso ou o fracasso dos países. O verdadeiro fator diferenciador residia na qualidade das instituições.

Instituições inclusivas, transparentes, previsíveis e eficazes geram confiança, investimento, inovação e prosperidade. Instituições extrativas, burocráticas, lentas ou capturadas por interesses particulares conduzem inevitavelmente ao atraso, à estagnação e ao empobrecimento relativo.

Esta ideia voltou a ganhar atualidade quando James A. Robinson, distinguido com o Prémio Nobel da Economia de 2024, esteve recentemente em Lisboa para refletir precisamente sobre o papel das instituições na criação de sociedades mais prósperas e mais justas. A mensagem continua a ser desconfortavelmente simples: os países não prosperam porque têm boas intenções; prosperam porque possuem instituições capazes de transformar boas intenções em resultados.

É precisamente aqui que Portugal deveria olhar para si próprio com honestidade. O problema português dificilmente pode ser explicado pela ausência de talento. Temos universidades de qualidade, empresários inovadores, investigadores reconhecidos........

© SOL