Antes da pocilga
Há uma regra de ouro na gestão que não exige códigos complexos, regulamentos intermináveis ou tratados de ética. Exige apenas caráter: separar, de forma absoluta, os interesses da organização dos interesses pessoais de quem a dirige. É uma regra tão simples que qualquer gestor competente a compreende intuitivamente. O diretor de uma empresa, o presidente de uma câmara, o ministro, o administrador de uma fundação ou o dirigente de uma associação representam uma instituição, não a sua esfera privada. O poder que exercem não lhes pertence; foi-lhes confiado para servir um propósito coletivo.
É precisamente por isso que as fronteiras têm de ser intransponíveis.
Sempre que um responsável utiliza a influência que detém sobre um fornecedor, um cliente, um parceiro ou um trabalhador para obter qualquer vantagem pessoal, mesmo aparentemente pequena, a relação deixa de ser livre. Deixa de existir igualdade entre as partes. O outro sabe que está perante alguém que decide contratos, promoções, pagamentos, renovações ou oportunidades futuras. Mesmo que nunca seja feita uma ameaça explícita, o desequilíbrio existe.
É neste ponto que nasce........
