menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Portugal tem uma Agenda Nacional de Inteligência Artificial. E desta vez não podemos falhar

43 0
23.03.2026

Há momentos em que um país decide levantar a cabeça e olhar para o futuro. A aprovação da Agenda Nacional de Inteligência Artificial é um desses momentos. E digo-o com convicção genuína, não por obrigação ou cortesia: esta Agenda é um marco. Pela primeira vez, a Inteligência Artificial surge tratada como o que realmente é e não como uma moda tecnológica, não um slogan de redes sociais, mas um instrumento concreto de modernização do Estado, de produtividade e de criação de valor para os portugueses.

Eu e muitos portugueses interessados, lemos este documento apresentado pelo Governo de Portugal e pelo menos eu reconheço nele algo que nem sempre encontro na política pública portuguesa: uma visão integrada, que percebe que a IA não é apenas uma questão de código e servidores. É uma questão institucional, organizacional, ética. É, no fundo, uma questão de como o Estado se relaciona com os cidadãos e com o futuro. Isso distingue esta Agenda de outras. E merece ser dito alto e com bom som.

Mas é precisamente por acreditar no que está escrito que não posso ficar calado sobre o que ainda falta. Não como crítica, mas como exigência. A exigência de quem trabalha diariamente com Inteligência Artificial aplicada à prática clínica real, de quem conhece a Administração Pública por dentro, e de quem sabe, por experiência, que a distância entre um bom plano e um resultado concreto é onde Portugal tem caído vezes demais.

Porque a verdade incómoda é esta: já tivemos boas estratégias. Já escrevemos bons documentos. E falhámos na execução. É........

© SOL