O tamanho importa
Não quero parecer “malandreco”, mas não tenho outra forma de falar sobre isto.
Na semana passada estive na Fruit Attraction, em Madrid. A feira reuniu mais de 121.000 profissionais de mais de 150 países e cerca de 2.500 expositores de 78 países, ocupando dez pavilhões e uma área total de 162.000 metros quadrados. Madrid transformou-se, durante três dias, no centro mundial do comércio de frutas e hortícolas. É uma feira verdadeiramente impressionante.
Mas a principal reflexão que trouxe desta visita à feira não está no número de pavilhões nem na dimensão dos stands. Está na escala das organizações que lideram o mercado europeu.
Portugal teve a sua maior presença de sempre. Mais empresas, mais organizações de produtores, mais área de exposição e mais ambição. Quem percorreu os corredores da IFEMA percebeu que o setor hortofrutícola português está mais internacional e mais preparado para competir. E isso é uma boa notícia.
Durante anos insistimos, e bem, na necessidade de produzir melhor. Mais tecnologia, sustentabilidade, eficiência no uso da água, qualidade e rastreabilidade. Tudo isso é indispensável.
Mas existe outra condição igualmente decisiva. É preciso conseguir vender. E vender no mercado europeu exige cada vez mais escala.
A distribuição europeia não procura apenas um bom produto numa determinada semana. Procura parceiros capazes de garantir consistência na oferta, volumes relevantes e fornecimento........
