A guerra está longe. A Euribor não.
O conflito, sobretudo com os acontecimentos mais recentes, rapidamente deixa de estar longe e de ser um tema de geopolítica, sobretudo quando nos entra na economia doméstica através das taxas de juro. E não só.
Num mundo profundamente interligado, uma escalada militar envolvendo o Irão, Israel e os Estados Unidos não permanece confinada ao teatro de operações. Quando uma ofensiva se prolonga para além de dias ou semanas, o impacto deixa de ser meramente regional e passa a repercutir-se no sistema económico global. Economias abertas como a portuguesa acabam inevitavelmente por sentir esses efeitos, que se transmitem através de canais bem conhecidos: o preço da energia, a inflação, a política monetária e, em última instância, a confiança dos investidores e das famílias.
O primeiro sinal surge quase sempre no mercado energético. Assim que o risco geopolítico aumenta numa região que concentra uma parte significativa da produção mundial de petróleo, os........
