O ponto-morto da guerra
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Há troca, intermediada, de propostas, mas em ritmo lento e com muito jogo tático. O Irão parece querer empatar, Trump tem pressa. Putin entrou em cena, hora e meia ao telefone com Trump, a oferecer-se para ajudar – sobretudo na questão do urânio. Enquanto o tempo passa e a incerteza instala mais preocupações e receios, a economia mundial vai-se afundando no Estreito de Ormuz.
É conhecido o essencial da mais recente proposta negocial de Teerão: reabertura o Estreito de Ormuz e suspensão do bloqueio naval dos EUA; adiamento das questões relacionadas com o programa nuclear iraniano.
Esta oferta de Teerão tem um preço suplementar: o Irão pretende rentabilizar a passagem pelo estreito de Ormuz, através de uma nova estrutura jurídica para o estreito que lhe permita cobrar uma taxa pelos serviços de trânsito; pretende também, através de Omã (sultanato na costa sul de Ormuz) envolver os sauditas nesse acordo desejado por Teerão. Trata-se, na prática, de impor portagens aos petroleiros — até dois milhões de dólares por embarcação — como compensação pela enorme destruição provocada pela guerra........
