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Destino: Espaço. A ativação de uma nova era

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09.04.2026

O regresso à Lua deixou de ser memória histórica e voltou a tornar-se realidade. Programas como o Artemis II não representam apenas um avanço tecnológico, mas o início de uma nova fase na relação entre o ser humano e o espaço. Mais do que uma missão, estamos perante uma ativação cultural, mediática e económica, cuidadosamente construída. Se olharmos com atenção, percebemos que a forma como estas missões são comunicadas aproxima o espaço do nosso quotidiano. O detalhe com que se apresenta o que se come numa nave, como se dorme, como se faz exercício e como se vive revela uma estratégia mais ampla.

Durante décadas, o espaço foi distante, técnico e quase inacessível e hoje começa a ser traduzido numa linguagem mais tangível, aproximando-se da experiência humana e tornando-se progressivamente compreensível, próximo e desejável. Antes de qualquer mercado se consolidar, existe sempre uma fase de ativação em que se constrói o imaginário, se reduz a distância e se cria desejo, sendo precisamente essa a fase que estamos agora a viver.

O nascimento de um novo mercado

Hoje, a economia do espaço projeta ultrapassar o trilião de dólares até 2040. Empresas como a SpaceX, a Blue Origin ou a Virgin Galactic estão a estruturar um novo mercado em que viajar deixa de estar limitado ao planeta Terra e se abre a realidades de experiência humana até há pouco tempo impensáveis. À medida que avançamos para territórios desconhecidos, a proposta de valor deixa de refletir apenas a exclusividade e passa a integrar o grau de desafio, a complexidade e a proximidade com aquilo que, até há pouco tempo, era considerado impossível.

As primeiras viagens comerciais para o espaço já começaram a ganhar forma através de experiências suborbitais, com minutos de........

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