Frei Gilson: a doce face do cristofascismo católico
Frei Gilson, religioso católico, gerou polêmica ao afirmar que mulheres nasceram para auxiliar o homem e que a autonomia feminina seria fraqueza.
A senadora Soraya Tronicke criticou as declarações, apontando-as como manifestação de autoritarismo religioso.
Gilson também associou o comunismo a um “flagelo” a ser combatido por intervenção divina e ridicularizou debates sobre racismo, alimentando intolerância.
As falas, divulgadas no Brasil, provocaram reações de setores religiosos e de direitos humanos que denunciam discurso de intolerância e misoginia.
No centro de diversas polêmicas, a última a partir de uma fala categórica e certeira da senadora Soraya Tronicke, há algo de profundamente inquietante no fenômeno Frei Gilson. Não apenas pelo conteúdo de suas falas, amplamente documentadas e reiteradas, mas pela forma como elas chegam ao público: envoltas em uma estética de espiritualidade leve, musical, jovem, quase terapêutica. Lives de madrugada, convites à oração, violão suave, linguagem acolhedora. Tudo parece inofensivo — até que se escuta com atenção.
É justamente aí que reside o perigo.
Frei Gilson não representa apenas mais um líder religioso conservador. Ele encarna uma mutação contemporânea do autoritarismo religioso: uma versão palatável, emocionalmente sedutora e digitalmente eficaz de um projeto que busca reordenar a sociedade a partir de hierarquias rígidas, controle moral e exclusão simbólica. Em outras palavras, uma face doce de algo muito........
