A pintura que uniu Freud, Lenin e Hitler
Uma pintura reúne as figuras de Freud, Lenin e Hitler.
A obra foi destacada por simbolizar a união desses três personagens históricos.
Um barco avança sem pressa sobre águas densas. À frente, uma ilha de rocha compacta se ergue como um recinto fechado. Ciprestes verticais comprimem o céu. Um caixão, uma figura branca, nenhum gesto supérfluo. Em A Ilha dos Mortos, Arnold Böcklin construiu uma imagem que não conduz o olhar — captura-o.
Nascido em Basileia, em 1827, formado na Academia de Düsseldorf, Böcklin encontrou na Itália — especialmente em Roma e Florença — a gramática visual que definiria sua obra: mitologia, ruínas, natureza carregada de sentido. Sua pintura rejeita o realismo industrial do século XIX e se aproxima de uma linguagem simbólica, atravessada por alegorias e visões interiores. A morte não aparece como evento isolado, mas como condição difusa. Essa tonalidade não é abstrata: oito de seus quatorze filhos morreram precocemente, experiência que atravessa sua produção.
A primeira versão da tela surge em 1880, em Florença, nas proximidades do cemitério onde estava enterrada sua filha Maria. A encomenda da viúva Marie Berna introduz dois elementos decisivos — o caixão e a figura velada — que reorganizam a cena e fixam sua tensão silenciosa. Entre 1880 e 1886, Böcklin produz cinco versões, ajustando luz, escala e arquitetura da ilha. Uma sexta versão, finalizada por seu filho Carlo após sua morte, amplia a circulação da imagem.
No fim do século XIX, a pintura........
