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Lula x Flávio Bolsonaro: o desenvolvimentismo nacionalista e o neoliberalismo nos planos para a Economia

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17.06.2026

Em 17 de junho, JoséSergio Gabrielli (ex‑presidente da Petrobras) e Adolfo Sachsida apresentaram as diretrizes econômicas de Lula e de Flávio Bolsonaro em entrevista ao jornal O Globo.

Gabrielli afirmou que, em um eventual quarto mandato, Lula pretende aprofundar a política de “pobre no orçamento e rico no Imposto de Renda”, ampliando a tributação sobre rendas financeiras, altas rendas (acima de R$ 600 mil anuais) e recursos em offshores.

O economista destacou que a medida será acompanhada da manutenção da “responsabilidade fiscal” e do fortalecimento do Estado como indutor de investimentos em setores produtivos que gerem emprego e benefícios sociais.

As propostas de Lula, de caráter nacional‑desenvolvimentista, contrastam com a linha neoliberal defendida por Flávio Bolsonaro, segundo os interlocutores.

Muito além das narrativas levadas pelos conservadores da ultradireita nas redes sociais, a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais de outubro volta a confrontar um embate histórico entre duas visões econômicas antagônicas: uma que privilegia o desenvolvimento nacional, com um Estado forte e regulador voltado para a inclusão social, e outra atrelada aos interesses do sistema financeiro internacional, com um Estado mínimo entregando estatais e riquezas estratégicas aos trustes e cartéis transnacionais e aumentando o fosso da desigualdade.

Principais interlocutores econômicos de Lula e Flávio Bolsonaro, José Sergio Gabrielli e Adolfo Sachsida revelaram as diretrizes dos planos econômicos dos dois candidatos nesta quarta-feira (17).

Em entrevista ao jornal O Globo, Gabrielli, que presidiu a Petrobras durante a descoberta da camada do pré-sal, em 2006, prega uma política nacional-desenvolvimentista na área econômica, revelando que, em um possível quarto mandato na Presidência, Lula deve aprofundar a estratégia de colocar “o pobre no orçamento e o rico no Imposto de Renda”.

A promessa, anunciada na campanha de 2022, foi cumprida em parte com a isenção do IR para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil, compensada com uma tributação mínima de 10% da chamada alta renda, com ganhos superiores a R$ 600 mil por ano (R$ 50 mil mensais), além da taxação dos super-ricos com fundos exclusivos no mercado financeiro e de recursos mantidos em offshores em paraísos fiscais.

Gabrielli anunciou que, em um novo mandato, Lula deve avançar sobre os ricaços, mirando “a tributação das pessoas que vivem de rendas financeiras, que são as pessoas mais ricas do Brasil”.

“A alíquota efetiva dessa parte da população é muito baixa para qualquer comparação internacional. Não sou eu só que estou defendendo isso; vários ricos do mundo têm........

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