O diversionismo manjado de Aécio Neves
Aécio Neves, ex-governador de Minas e ex-presidente da Câmara, anunciou pré‑candidatura à Presidência em ano eleitoral.
Depois da derrota para Dilma Rousseff em 2014, ele e o PSDB pediram auditoria especial ao TSE, embora a própria auditoria concluísse ausência de fraude.
Pesquisa Quest coloca Aécio e o PSDB, agora coligado ao Cidadania, com apenas 2 % das intenções de voto.
Gravações de 2017 mostram Aécio solicitando R$ 2 milhões a Joesley Batista, da JBS, em delação premiada.
Estratégias diversionistas não faltam em ano eleitoral. Um campeão dessa prática anuncia-se pré-candidato a presidente da República. Aécio Neves sempre foi um diversionista, seja quando inventou, sem assumir a autoria da ideia, uma improvável chapa “Lulécio” para surfar na alta popularidade de Lula em 2006, seja quando questionou a lisura da eleição que perdeu para Dilma Rousseff em 2014. O comportamento do “mineirinho” após a derrota para Dilma rompeu com a tradição de aceitação pacífica dos resultados eleitorais no Brasil pós-redemocratização, abrindo um precedente de forte instabilidade institucional.
Embora tenha ligado para a presidenta reeleita na noite da apuração para cumprimentá-la, dias depois Aécio e o PSDB entraram com pedido de auditoria especial no Tribunal Superior Eleitoral para verificar a........
