Manipulações da grande mídia em favor de Flávio Bolsonaro
Um dos maiores mitos do presente cenário político é a existência de um suposto antagonismo entre o bolsonarismo e os grandes grupos de comunicação do Brasil. No máximo, há uma divergência na chamada “pauta dos costumes”, sendo a grande mídia “liberal” – seguindo a ideologia identitária importada -, e os bolsonaristas “conservadores” (atualmente um eufemismo para quem odeia qualquer minoria). No que realmente importa – a questão econômica – ambos estão fechados em relação à aplicação da nefasta agenda neoliberal.
A parceria comunicacional é o principal ponto simbólico dessa aliança. Esqueçam as cenas de bolsonaristas raivosos agredindo jornalistas nos tempos da pandemia. Marinhos, Frias, Mesquitas, Abravanels, Saads e Bolsonaros sentam à mesma mesa (embora esses últimos não saibam usar os talheres).
Na análise lexical sobre a cobertura midiática hegemônica da eleição presidencial, o termo “extrema direita”, por exemplo, não foi usado para se referir ao posicionamento ideológico da chapa de Flávio Bolsonaro. Do mesmo modo, oito anos atrás, a candidatura do pai, Jair, foi tratada como “conservadora”. Na época da anteriormente mencionada pandemia da Covid-19, para forjar uma postura pseudocrítica, alguns articulistas até usaram extrema direita, mas logo abandonaram a classificação.
Essa atual estratégia comunicacional tem um objetivo........
