Do texto sagrado ao projeto colonial: os usos políticos dos nomes de Israel
A diferença entre os nomes hebreu, israelita e judeu não é apenas uma questão de nomenclatura. Segundo a Bíblia, representa a evolução histórica e espiritual do povo de Deus.
Conforme informações apresentadas pelo canal “Teologia Ilustrada”, tudo começa com o termo hebreu, usado pela primeira vez para descrever Abraão. A palavra tem origem no termo hebraico “ivre”, que significa “aquele que atravessa”, simbolizando tanto a travessia física do Rio Eufrates – da cidade de Ur rumo à Canaã – quanto a mudança espiritual de quem abandona a idolatria para seguir o chamado divino. Inicialmente, era uma designação dada por estrangeiros para identificar aqueles que viviam à margem da sociedade sedentária ou que vinham de “além do rio”.
Com o passar do tempo, a identidade do povo ganha uma estrutura mais nacional por meio de Jacó, neto de Abraão, que recebe o nome de Israel após uma luta mística com Deus. A partir daí, seus descendentes passam a ser chamados de israelitas. Este termo é fundamental no Antigo Testamento, porque define o povo como uma nação organizada em doze tribos, possuidora de uma lei, um sacerdócio e uma terra prometida. Ser israelita significava fazer parte da estrutura política e religiosa estabelecida no Sinai, sendo o nome oficial........© Revista Fórum
