Portugal-Colômbia: uma seleção que não sabe o que quer ser e os problemas que só parecem aumentar de jogo para jogo
Os dramas da transição e organização defensiva portuguesa
Roberto Martínez teve pânico da Colômbia quando, no máximo, se devia ter ficado pelos cuidados de gestão individual e tática de quem reconhece necessidade de adaptação, mas querendo manter um certo protagonismo no jogo.
Néstor Lorenzo fez todo o contrário do selecionador luso – lançou Santiago Arias para a lateral-direita para manter mais a posição e colocou por aquele flanco Jhon Arias para dar maior capacidade de pressão, anulando assim o lado associativo mais forte de Portugal, mas nem por isso perdeu as relações, a acutilância e a fluidez no jogo com bola.
Rúben Neves foi aposta num cavalo insuficiente do equilíbrio defensivo, com capacidade para ativar variações do flanco e testar a meia-distância – vertentes que raras vezes pôde explorar. Mesmo reconhecendo as dificuldades climatéricas, claramente mais usuais para os jogadores “cafeteros”, Portugal devia desde logo ter mudado o perfil de alguns jogadores do ataque para garantir maior… capacidade defensiva. Mencionámos aqui o nome de Gonçalo Ramos, mas um jogador como Francisco Trincão, abnegado no primeiro momento de pressão, poderia ter sido equacionado para conjugar criatividade, associação por dentro e remate à capacidade de recuperação de bola em zonas mais adiantadas (a dada altura, o grafismo da transmissão mostrava que o tempo médio de retoma da posse por parte da turma........
