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Alzheimer: da importância da ciência ao desafio do acesso às terapias em Portugal

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21.09.2026

Foi há cerca de 120 anos que Alois Alzheimer descreveu a doença que viria a ficar com o seu nome. Inicialmente considerada rara, com o envelhecimento da população é hoje em Portugal, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, a terceira causa de morte nas mulheres e a quinta nos homens. Uma doença que mata pessoas, desestabiliza famílias e destrói a memória e as memórias. Infelizmente, em Portugal continua demasiadas vezes esquecida, sendo necessário repensar a estratégia nacional para lidar com ela.

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Graças aos enormes avanços científicos, hoje sabemos que há mutações genéticas que causam formas familiares raras da doença de Alzheimer e que outras variantes genéticas contribuem para o aumento do risco de desenvolver a doença. É também com base no estudo dos cérebros dos doentes que sabemos que o elemento molecular que define a doença de Alzheimer é a deposição da proteína beta-amilóide que se acumula na forma de placas no cérebro. Estes avanços só são possíveis com o generoso envolvimento dos doentes nos estudos científicos e pela doação dos cérebros que permite um mapeamento das........

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