O trágico testemunho da natureza humana
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O trem rápido, silencioso e com serviço amável que me leva para Cracóvia está muito distante dos trilhos que, em 1942, transportaram aproximadamente 300 mil judeus de Varsóvia para o campo de Treblinka, para escreverem com dor, sob a tutela de um nazista-fascista, um dos momentos de maior crueldade da história do mundo. Em 1944, após o levante do Gueto de Varsóvia, chegou-se a um total de 1,1 milhão a 1,5 milhão de pessoas enclausuradas, onde a maioria foi exterminada em Auschwitz-Birkenau, Majdanek, Treblinka e outros 30 campos principais, além dos subcampos, somando, no período de 1933 a 1945, seis milhões de judeus.
Na velocidade de mais de 200 km por hora, no moderno Pendolino da Express InterCity Premium, meu olhar, acompanhado por gentis poloneses e dezenas de outras nacionalidades, percorre a verde paisagem dos campos na primavera do Leste europeu. É difícil imaginar que este trajeto, abundante, florido e agradável, está em fotos e vídeos que expressam dor, terror, destruição, racismo, xenofobia, machismo e violência nas paredes da arrojada arquitetura do Museu POLIN, dos arquitetos finlandeses Rainer Mahlamäki e Ilmari........
