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Desejo e imigração: quando deixamos de ser amáveis

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08.04.2026

Os artigos da equipa do PÚBLICO Brasil são escritos na variante da língua portuguesa usada no Brasil.Acesso gratuito: descarregue a aplicação PÚBLICO Brasil em Android ou iOS.

“Somos amados. A questão é que, quando não formos mais aquilo que nos tornou amáveis — beleza, cognição, status, "fama" — o que será de nós? Eu tô com medo. Pessoas não são descartáveis.”

O que me atravessa nesse texto não é a velhice. É a condição. A ideia — incômoda, mas difícil de negar — é de um post recente do Vinícius Borges, médico geriatra e infectologista: o amor circula melhor quando há atributos que o sustentem. Como se houvesse uma economia do afeto, em que alguns valores contam mais — aparência, relevância, lugar, cultura e status financeiro.

Enquanto isso se sustenta, a gente não se pergunta muito. Mas basta um deslocamento — no corpo, na idade, no contexto — para que a pergunta apareça. A partir desse pensamento, tenho pensado nesse........

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