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Estamos exaustas

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19.02.2026

Os artigos da equipa do PÚBLICO Brasil são escritos na variante da língua portuguesa usada no Brasil.Acesso gratuito: descarregue a aplicação PÚBLICO Brasil em Android ou iOS.

Quando éramos meninas, pelo menos na minha época, falava-se muito sobre o “príncipe encantado”. A palavra príncipe vinha carregada de idealização: proteção, honra, elegância, poder usado para o bem. Crescemos com essa narrativa de que, em algum momento, alguém com título, status ou prestígio representaria segurança.

Se antes “príncipe” evocava conto de fadas, hoje evoca contradição. O mesmo título que prometia proteção, aparentemente serviu de escudo. O que era símbolo de honra revelou-se um símbolo de impunidade.

Um choque entre o imaginário infantil e a realidade brutal que milhões de mulheres vivem diariamente. A prisão de Andrew Windsor, ex-príncipe britânico, em meio às novas revelações ligadas ao caso de Jeffrey Epstein, não é apenas um episódio jurídico. É um símbolo. Um choque entre o imaginário infantil e a realidade brutal que milhões de mulheres vivem diariamente.

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O novo lote de arquivos divulgado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, três milhões de páginas, dois mil vídeos e cerca de 180 mil imagens, é de chorar. Entre os documentos, há trocas de e-mails, relatórios internos e materiais que indicam que o então príncipe........

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