Mulheres ciganas e o 25 de abril: o epicentro de uma nova memória
A liberdade, no olhar comum, é transferida para o temor da complexidade daqueles que não concebem ver as mulheres ciganas na sua dimensão de criação e organização de pensamento, ações e exercícios emancipatórios. Insistem em reduzir-nos a uma parcela estática, a uma mística de destino, a figuras sem politização. Mas talvez porque a liberdade, para nós, nunca foi abstrata, e antes concreta, urgente, quase física, porque é existência e resistência, este ano, reúne-se um movimento apartidário de mulheres ciganas pela celebração da liberdade e da democracia no desfile das comemorações do 25 de abril de 2026, em Lisboa. Este encontro não é um evento isolado, é o epicentro da reconstrução de abril. Mais do que a urgência de cristalizar um momento, é a de registar a história de um abril ainda expectante pelo seu cumprimento integral.
Ao defrontar-me........
