Vamos ajudar Ronaldo a acabar a carreira com dignidade
Não é preciso invocar filosofia de Ngal’ayel Mukau, médio da selecção de futebol da República Democrática do Congo, para termos a certeza que o mito da eterna juventude não passa disso, de um mito. Quando ele nos diz que a sua selecção não aplicou um plano especial para marcar Ronaldo porque ele “está um pouco mais velho”, não está a fazer qualquer juízo de natureza pessoal, apenas uma observação cronológica associada a uma ideia de biologia e de finitude. Quando Ngal’ayel Mukau nos diz que “quando chegas a essa idade [41 anos], não consegues fazer o mesmo”, o que espanta é que essa verdade básica e crucial não seja do conhecimento de Ronaldo ou do homem que o azar e a incompetência colocaram à frente dos destinos da selecção nacional — Roberto Martínez, de seu nome.
Esse ensaio sobre a cegueira que leva o treinador a dar a titularidade a Ronaldo e a deixá-lo em campo o jogo todo irrita pelos danos que causa ao futebol português. Mas pior do que a irritação é a revolta provocada pela constatação que está em curso a destruição de um dos mais poderosos símbolos de Portugal em........
