menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Hoje em dia nos dias de hoje

13 0
05.08.2026

“Roendo uma laranja na falésia,/Olhando o mundo azul à minha frente./Ouvindo um rouxinol nas redondezas,/No calmo improviso do poente”. O que nos sugere esta letra, que pôs Porto Covo na rota do turismo pela mão de Carlos Tê? Hoje em dia alguém tem tempo para roer uma laranja na falésia? Isso são férias para alguém? E o que é um rouxinol?, perguntarão os que só conhecem o ciberespaço.

Leia os artigos que quiser, até ao fim.

Com uma assinatura PÚBLICO tem acesso ilimitado a todos os conteúdos e cancela quando quiser.

Roer uma laranja na falésia é fugir aos estreitos limites das nossas geografias rotineiras, ouvir um rouxinol nas redondezas é tirar os olhos do ecrã e dar-se conta de que existem redondezas, achar o sol-pôr um improviso é deixar-se surpreender pelo irrepetível, apesar da monotonia da sua regularidade cósmica. E tudo isto é a tomada de consciência da importância da pausa, do fascínio da contemplação. Parar. Parar, mas........

© PÚBLICO