O capital emocional dos pobres
Há um tipo de riqueza que não cabe nos modelos económicos nem nas previsões do Eurostat. Uma riqueza que não se declara no IRS, mas que suporta mais lares do que qualquer fundo europeu de coesão. Chamam-lhe resiliência. Ainda assim, é um nome fraco para tanta alquimia emocional: o pobre não sobrevive, ele reinventa-se enquanto toma o pequeno-almoço com pão do dia anterior e um sorriso que já devia ter expirado.
É que o pobre tem um talento quase místico para extrair sentido onde só há ausência de sentido e isto, meus senhores, é uma competência transversal que daria para liderar equipas de alta performance, caso o mundo valorizasse o invisível.
Enquanto os economistas debatem o conceito de capital humano, o pobre debate........
