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Reforma policial: a (tão) aclamada integração de civis

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10.03.2026

Podíamos enumerar textos atrás de textos, comentários atrás de comentários, proclamações atrás de proclamações, de governantes, comentadores e estudiosos, que aventavam a integração de civis nos quadros das forças de segurança como a panaceia divina que iria resolver, de uma assentada só, a [eterna] falta de polícias nas ruas, aos dias de hoje, bem mais agudizada com o aumento da população, o aumento de algumas franjas de criminalidade violenta e ainda a necessidade de reforçar o controlo das fronteiras da União Europeia. Este panorama foi-se sedimentando com o tempo e esta ideia, tantas vezes propalada, não foi além, segundo me recordo, da retirada de uma mão vazia de polícias das messes que, em fim de carreira, não chegaram a dar grande contributo à missão policial.

Ora, muita gente falou, mas pouca gente verdadeiramente se debruçou sobre os reais impactos, humanos e financeiros,​ que uma medida desta natureza teria e, sobretudo, a extensão e limites paramétricos da mesma tendo por base, está claro, experiências de Direito comparado, i.e., de modelos de outras polícias ocidentais, tudo assente em alterações matriciais equilibradas orientadas para um arquétipo moderno e funcional.

Foi nesse sentido que o meu sindicato levou por diante um estudo exploratório, assente em premissas categoriais, almejando perceber os ganhos inerentes a uma integração........

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